terça-feira, 6 de março de 2007


PARA MEUS SINCEROS AMIGOS


AFINIDADE

Afinidade não é o mais brilhante,
mas é o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.

Não importa o tempo, a ausência, os adiantamentos,
a distância, as impossibilidades.

Quando há afinidade,
qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto
de onde foi interrompido.

Afinidade é não haver tempo mediante a vida.
É a vitória do adivinhado sobre o real,
do subjetivo sobre o objetivo,
do permanente sobre o passageiro,
do básico sobre o superficial.

Ter afinidade é muito raro, mas quando ela existe,
não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Ela existia antes do conhecimento,
erradia durante e permanece depois que as
pessoas deixam de estar juntas.

Afinidade é ficar longe,
pensando parecido a respeito dos mesmos fatos
que impressionam, comovem, sensibilizam.

Afinidade é receber o que vem de dentro
com uma aceitação
anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com...
Nem sentir contra, sem sentir para.
Sentir com e não ter necessidade de
explicação do que está sentindo.
É olhar e perceber.

Afinidade é um sentimento singular,
discreto e independente.
Pode existir a quilômetros de distância,
mas é adivinhado na maneira de falar,
de escrever,
de andar,
de respirar.....

Afinidade é retomar a relação no tempo em que parou.
Porque ele (tempo) e ela (separação) nunca existiram.
Foi apenas a oportunidade dada (tirada) pelo tempo
para que a maturação pudesse ocorrer
e que cada pessoa...
pudesse ser cada vez mais.

Artur da Távola

Um comentário:

Unknown disse...

bjssss.obrigada ah e ja vi os novos textos...