segunda-feira, 13 de novembro de 2006


E ele então tira o saco da minha mão, pois nele eu colocava meus pensamentos podres e tirava a atenção das palavras afiadas dele e também do seu olhar irônico.
Dizia que eu deixasse de ser besta e que nunca largasse ele, não respondi, ele pergunta mais uma vez e de novo, tira o isqueiro da minha mão e pergunta você ouviu? Eu digo sim, ouvi, então fale alguma coisa, sussurro um deixe de besteira menino, que eu tô é bem, mal sabendo ele que as noites são intensas e longas, sem aquele travesseiro imundo do meu lado e as costas sempre doloridas da vida, que eu o sinto cá dentro e bem forte e que de mim, ele não sai mais.

Verena Ribeiro

5 comentários:

Anônimo disse...

sua menina! vc ta escrevendo bem demais!

Anônimo disse...

que é isso? uma escritora nata! pura literatura, sem pieguices.
sentimento encarnado.
amiga, parabens. mesmo.

Anônimo disse...

como pode ser tão sincera e captar o...olhe nem falo mais nada, te encontro ja ja mesmo?
lindo!

V.Ribeiro disse...

infelizmente, ás vezes não posso publicar alguns comentários, pelo fato de algumas pérolas não entenderem que esse site é aqui é público, e que não gosto de certas intimidades expostas, senão eu faria ORKUT.
Agradeço a compreensão, que acredito, ocorrerá.
Abraços

Anônimo disse...

jogue duro amiga!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
blz de texto.